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GEODINAMO OU ASSIMETIA GRAVÍTICA ?
Henrique M. G. Hortinha Dias 12/11/2005
Endereço de Email: henriquehdias@clix.pt ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ Introdução: ^^^^^^^^^^^^
A proposta que irei apresentar, é a de uma nova teoria acerca dos campos magnéticos na Terra, noutros planetas, etc. Esta teoria pretende substituir a actual teoria designada por “geodinamo”. A minha intenção ao propor esta teoria, e uma outra dela derivada, é a de que possa ser analisada e julgada, por quem se interesse pelo tema. Tentei demonstrar esta teoria experimentalmente algumas vezes e por métodos diferentes mas sem sucesso. Tendo consciência que com os meios de que disponho nunca conseguiria realizar tal demonstração, pensei abandonar definitivamente este assunto. Mas como é óbvio, é difícil deixar de pensar completamente, num assunto que nos desperta um interesse especial. Mais tarde falando com pessoas amigas cheguei à seguinte conclusão: Se esta teoria estiver certa, poderá ser bastante importante por si só, e ainda mais devido à sua abrangência. Será mais correcto guardá-la na gaveta definitivamente, ou transmiti-la a outros que eventualmente estejam interessados, para que possa ser analisada? Foi então que decidi divulgar esta teoria na Internet, com a ajuda de uma pessoa amiga, à qual desde já agradeço. Irei explicar esta teoria através de uma análise mais ou menos profunda de toda a informação científica de que pude dispor. É obvio que nem sempre estive de acordo com a informação existente. Só assim nascem novas teorias. (Certas ou erradas). Ao longo desta exposição de ideias, irei fazer afirmações, não com intenção de impor as minhas ideias, mas somente para facilitar esta exposição. Por último quero frisar o seguinte: Se esta teoria que proponho, demonstrar não ser verdadeira, e não tiver qualquer interesse, então perdoem-me o tempo gasto e esqueçam tudo o que aqui foi dito.
Descrição Primária ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
Para além de notar alguma inconsistência acerca de outras teorias, foi talvez a explicação sobre o fenómeno do campo magnético terrestre, pela teoria do geodinamo, que me despertou mais curiosidade, interesse e expectativa em encontrar uma explicação mais consistente, do meu ponto de vista. Comecei por obter toda informação possível sobre o campo magnético terrestre na Internet, em literatura diversa, etc. Cheguei à conclusão de que já houveram três teorias propostas acerca deste fenómeno, uma delas mais antiga, põe como hipótese ser devido à existência de jazigos de grandes quantidades de minério de ferro (magnetite), em determinadas zonas da terra. Outra teoria proposta, diz ser devido ao núcleo da terra se constituir basicamente por ferro e níquel, que possuindo magnetismo permanente, seria responsável por este fenómeno. Por último, a mais recente, é a teoria do geodinamo resumida num artigo da revista SCIENTIFIC AMERICAN pela seguinte frase: «Um vasto mar de ferro derretido, com mais de cinco vezes o volume da lua circula no núcleo terrestre constituindo o chamado geodinamo». (Nota: Na revista em questão, existe uma descrição mais pormenorizada deste tema). Além de informação sobre o campo magnético terrestre, e as características do mesmo, procurei averiguar determinadas características da terra que pudessem de algum modo estar relacionadas com este campo magnético. Procedi de igual modo para com todos os planetas do sistema solar e também para o Sol e para a Lua. É certo que todo este trabalho, foi levado a cabo devido a uma suspeita mais antiga, e que agora me parecia tornar-se cada vez mais clara. Depois de estar convencido que tinha encontrado uma provável explicação acerca da razão da existência do campo magnético terrestre, dos outros planetas, etc., tentei analisar tudo o que pudesse atestar a favor, ou contra esta teoria. Como não encontrei nada em desfavor da mesma (até este momento!), vou seguidamente fazer a descrição da teoria que proponho, assim como os aspectos que me parecem atestar a favor da mesma e também irei apresentar uma outra teoria que deriva desta. Proponho assim as seguintes teorias:
Tema principal. ^^^^^^^^^^^^^^^^^
1º Esta teoria é valida para qualquer quantidade de massa, no entanto, só é perceptível em grandes quantidades de massa, daí que me refira a estrelas e planetas. 2º Uma assimetria gravítica provoca um campo magnético . Por exemplo, se a terra fosse completamente esférica e homogénea, provocava uma deformação gravítica, mas não uma assimetria. Como não é nem homogénea, nem simétrica, produz-se uma deformação e, uma assimetria gravítica responsável pelo campo magnético terrestre. Factos que estão a favor desta teoria: Sabe-se que o campo magnético da terra não é constante. Para um dado lugar a declinação não é sempre a mesma, tem variações regulares e acidentais, estas últimas, observam-se na ocasião em que se produzem certos fenómenos tais como: tremores de terra, auroras boreais, erupções vulcânicas, etc. Tudo o que provoque a deslocação de grandes quantidades de massa, afecta a declinação magnética. A deslocação das placas tectónicas, dos continentes, e também a interacção de campos magnéticos externos como por exemplo o campo magnético solar e as auroras boreais provocadas pelo vento solar, afectam a declinação magnética. Assim, a Terra devido à assimetria da sua massa produz uma assimetria gravítica em que o seu eixo relativamente ao de rotação da Terra faz um ângulo de cerca de 11,5º. A Lua é relativamente pequena para ter um campo magnético considerável, confirma-se a existência de um campo magnético fraco e extremamente instável (esta instabilidade creio ser devido à interacção dos campos magnéticos da Terra e do Sol). As observações do satélite lunar Prospector confirmaram a existência de um campo magnético remanescente nos antípodas das grandes bacias de impacto, o que sugere uma ligação entre esse magnetismo e os impactos violentos que cavaram as bacias. O planeta que mais tipicamente poderá revelar esta teoria é Urano, pelo seguinte: todos os planetas do sistema solar têm o eixo de rotação quase perpendicular ao plano da sua orbita excepto Urano. Uma publicação científica diz o seguinte: «à semelhança da Terra, de Júpiter e de Saturno, Urano dispõe de um campo magnético dipolar: o seu comportamento assemelha-se ao de um magneto. Mas caso único no sistema solar, o eixo magnético está fortemente inclinado 55º em relação ao eixo de rotação do planeta, enquanto essa inclinação não ultrapassa os 13º no caso de Júpiter e os 11.5º no caso da Terra. De momento, os teóricos perdem-se em conjecturas quanto à causa desta particularidade. Talvez esteja ligada a um outro aspecto bizarro de Urano, este já conhecido há muito tempo: o planeta gira em volta de si próprio quase deitado sobre o plano da sua orbita. Esta anomalia remonta à juventude do sistema solar. Na época em que este, percorrido em todos os sentidos por corpos erráticos de todas as dimensões, mais parecia uma gigantesca pista de carrinhos eléctricos. Urano teria sido então violentamente atingido por um corpo com as dimensões da Terra e, sob o efeito do choque, o seu eixo dos pólos ter-se-ia brutalmente deslocado». Penso que este planeta deverá ter uma enorme deformação lateral devido ao impacto acima mencionado, não sendo no entanto visível devido a um véu de bruma que cobre o planeta dissimulando a sua configuração. O planeta Neptuno com cerca de 17 vezes a massa da Terra tem uma densidade media de 1.64 pelo que não se prevê a existência de um núcleo metálico. Não sendo assim provável a teoria do geodinamo. O campo magnético de Neptuno também revela algumas surpresas. O seu eixo não só tem uma inclinação de 50% em relação ao eixo de rotação, como também está desalinhado cerca de 8000 km. em relação ao equador do planeta. Também neste caso prevejo a existência de uma grande deformação lateral. Não irei questionar acerca dos restantes planetas por não me parecer haver nada relevante. Mas sim acerca do Sol. O Sol tem uma massa com cerca de 330000 vezes a da Terra e tem um campo magnético muito forte pensando-se que se estende a todo o sistema solar. Outra curiosidade interessante são as manchas solares. São zonas de gás mais frio que creio serem zonas de depressão que criam grandes fissuras. Uma mancha solar típica é aproximadamente tão grande como a Terra e as maiores podem atingir tamanhos superiores a dez vezes o tamanho da Terra, as manchas solares são como ímans gigantes. Estas regiões de fortes campos magnéticos são tipicamente milhares de vezes mais intensos do que o campo magnético terrestre. Também aqui havendo uma grande assimetria de massa, logo grande assimetria gravítica e daí um campo magnético. Uma massa esférica e homogénea comporta-se como “monopólo magnético” em que o seu campo magnético se fecha em si próprio anulando-se deixando transparecer somente a componente gravítica. Terminei por agora este tema a que chamei tema principal, porque foi por onde comecei. Mas creio que se esta teoria estiver certa ela terá que ser bem mais abrangente, assim o tema seguinte denominei como teoria abrangente.
Tema Abrangente ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
3º Se uma assimetria gravítica provoca um campo magnético. Também um campo magnético provoca uma assimetria gravitica. ( será ? )
4º Se uma assimetria gravítica provoca um campo magnético. Uma onda gravítica transporta um campo magnético.
5º Um campo magnético variável produz uma onda gravitica que por sua vez transporta o campo magnético.
Vou tentar explicar o que penso sobre este assunto. É hábito, que para explicar a curvatura espaço-tempo, se utilize por analogia uma tela esticada e seguidamente sobre essa tela se coloque uma esfera que representa o Sol, que com o seu “ peso “ deforma a tela. Com algum afastamento da esfera central “ Sol “ uma esfera mais pequena “ Terra “ que provoca também uma deformação mais pequena, poderíamos colocar também a Lua em orbita da terra, etc. E a tela esticada representa o quê ? Eu diria que representa a gravidade ou tensão gravitica do universo. Nós não nos apercebemos disso assim como também não nos apercebemos da existência de gravidade quando nos encontramos por exemplo na zona de gravidade neutra entre a Terra e Lua. (Nós só temos percepção de gravidade apenas nas zonas de deformação da tensão gravítica). Esta tela que se estende (numa visão tridimensional) em todas as direcções para infinito está esticada com uma tensão tão grande que as ondas gravíticas se deslocam a 300000 km./s. Como é lógico a tela não está esticada de igual forma em todo o universo, o mesmo será dizer que a tensão gravítica não é igual em todos os pontos do universo, assim as ondas gravíticas, e consequentemente as electromagnéticas também não têm a mesma velocidade, contudo este facto não está em desacordo com a teoria da relatividade geral. Se se pusesse a seguinte hipótese: Se o Sol deixasse de existir instantaneamente o que aconteceria relativamente a um observador na Terra? Esta pergunta embora acerca de uma coisa completamente impossível já foi colocada varias vezes só para análise teórica. Será que nesse mesmo instante o observador deixaria de ver o Sol, e a Terra sairia da sua orbita ? Não, durante cerca de oito minutos ele continuaria a ver o Sol com toda a sua luz calor e gravidade que mantinha a Terra em sua orbita. Passado este tempo deixava de se ver o Sol e a Terra sairia da sua orbita, identicamente iria acontecer o mesmo sucessivamente para com todos os outros planetas, por exemplo em Plutão isto só se verificava cerca cinco horas e meia mais tarde. Assim, se o Sol deixasse de existir instantaneamente provocaria uma onda gravítica que passaria por todos os planetas e seguiria para infinito. Não irei mencionar as características desta onda devido ao seu caracter puramente teórico. Creio que não termina aqui a abrangência desta teoria, apenas começa. Ultima questão. ( pensamento radical!) Chamemos “A” ao ponto do universo onde nos encontramos, se medirmos a velocidade da luz (onda electromagnética) neste ponto verificamos ser de 300000 Km./s, se em “B”, outro ponto do universo onde a tensão gravítica for menor, também a velocidade da luz será menor do ponto de vista do observador em “A,” no entanto se a medíssemos no ponto “B” do universo chegaríamos à conclusão de que também lá a velocidade era de 300000 Km./s. Então é o tempo que varia sendo neste caso (B) mais lento do que em (A). Como o suporte das ondas electromagnéticas (em minha opinião) é a tensão gravítica do universo e só existe devido à existência de massa, então se não existisse massa não existia tensão gravítica, se não existisse tensão gravítica não existia velocidade da luz e consequentemente não existiria tempo. ( Terminei. Estou perdoado?)
Agradecimentos: Ana Isa Pinto Dias
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